16.7.08

Limpeza da Cidade

O corpo-a-corpo dos candidatos às prefeituras do Grande ABC já começou. É triste ver que a região que tem grande importância nas finanças do Estado há muito tempo vive em uma inércia política. Desde que me conheço por gente, Santo André não tem nenhum candidato ou político que valha a confiança. Melhor dizendo, teve um, mas ele foi assasinado em circustâncias ainda mal explicadas. Depois de Celso Daniel, mais ninguém.

Um dos candidatos da cidade é Raimundo Salles, do DEM. O candidato deu uma declaração esta semana de deixar os cabelos em pé. Ao ser perguntado o que ele pretende fazer com os usuário de drogas e moradores de rua que ficam nos arredores da Igreja do Carmo - uma das principais igrejas da cidade, bem no centro - Salles disse que pretende implantar atividades culturais permanentes na área. “Nada melhor do que ocupar a praça para diminuir este tipo de problema”, declarou o candidato.

"Esse tipo de problema" são pessoas que não tem onde morar e que precisam de assistência do poder público. Aí eu fico pensando o que o Senhor Salles quis dizer com "ocupar a praça para diminuir este tipo de problema"? Será que a solução da questão de pobreza, falta de moradia e instrução pode ser resolvida com atividades culturais? Que tipo de atividades?

Será que o Senhor Salles vai levar os moradores de rua do centro da cidade para um passeio? Talvez encher uma kombi e largá-los em outra cidade, assim como prefeituras do litoral fizeram?

Mas a declaração é facilmente entendida quando lembramos que o DEM é a nova encarnação do PFL... auto-explicativo.

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15.7.08

8º Festival de Inverno de Paranapiacaba

1º Final de semana – 12 e 13/07

Começou no último final de semana a 8ª edição do Festival de Inverno de Paranapiacaba. Entre as várias atrações que foram realizadas na Vila, as de maiores destaque foram as apresentações das cantoras Mariana Aydar, Isabella Taviani, dos cantores Seu Jorge e Wagner Tiso e do grupo Clube do Balanço.

A balada já começa na ida, com a galera toda no trem ou esperando o ônibus em Rio Grande da Serra. Parece excursão de escola. Ainda bem que tava um lindo solzão e céu claro, porque no frio lá é frio mesmo. Logo ao chegar na parte baixa da Vila um grupo tocava chorinhos. É uma viagem no tempo estar ali em Paranapiacaba e ouvir uns chorinhos ao vivo.

No sábado os shows foram da Mariana Aydar, que eu conhecia pouco, mas adorei. Ela tem uma voz linda, uma ótima performance no palco e por algum motivo me lembrou Janis Joplin, apesar de obviamente não ter nada a ver o estilo de uma com outra. Uma matéria sobre o show está publicada no Território da Música.

Depois ainda teve o show do Seu Jorge (tem matéria lá também). Nunca tinha visto o Seu Jorge ao vivo e achei legal. É um show muito animado, pra dançar mesmo. Quem estava mais pro fundo do local do show pode dançar, na frente era tudo apertado. Seu Jorge fala pouco mas agita muito, é quase um show Rock n’ Roll, se ela não tocasse samba...

Além dos shows principais tem as atrações menores pelas ruas da Vila. Uma delas, quase escondida, era uma dupla formada pelo colombiano Cecílio e a brasileira Tais. Eles tocam músicas folclóricas de países andinos, com flautas de bambu e outros apetrechos. Muito bonito mesmo, e não parecia aqueles grupos manjados de bolivianos-colombianos-venezuelanos.

Também rolou um show com uma banda de Classic Rock, o Erik Von Zipper, mas 'classic' mesmo, só velharia instrumental dos anos 60, ou em versões intrumentais. No repertório dos caras músicas de Johnny Rivers, Beach Boys, e o maravilhoso The Shadows.
Bom também foi descobrir um boteco que vendia uma porção muito bem-servida de calabresa com cebola! O ruim foi o cheiro do copo na hora da cerveja. Parecia que estava guardado numa caixa de madeira há uns cinco anos, com cheiro de mofo. Mas foi legal demais. Paranapiacaba sempre é legal demais.

Na volta sim foi como excursão. Apesar do frio – e tava frio pra cacete – a galera animada no ônibus cantava aqueles ‘hits de acampamento’: Raul Seixas e Legião Urbana. Puta merda, agüentar alguém tentando tocar violão no ônibus e cantando Legião é triste demais... a trilha sonora ainda rolou Mamonas Assassinas pra animar os mortos.

No próximo final de semana tem mais! Vai ter Lenine, Mawaca, Marina de la Riva e o melhor, Zeca Baleiro! Semana que vem comento aqui!

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10.7.08

Do Coração Direito



Por isso não sabia amar. O coração era do lado direito.

Sexo


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Na vitrola Love is as Good as Soma - Tiamat

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Uma brincadeira pra animar, quem acertar o que são essas imagens, o que eu usei para fazê-las, ganha um CD coletânea, desses gravados em casa, sem capa nem nada. Ainda pode escolher o repertório, o acervo é razoável.

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9.7.08

Mar Adentro

Segunda-feira eu e a Bel fomos mais uma vez ao SESI ver um dos filmes da série Histórias Reais. São filmes baseados em fatos reais exibidos gratuitamente todas as segundas pelo SESI até o dia 28/07. Nesta segunda passada, 07, assistimos "Mar Adentro", incrível filme do diretor Alejandro Amenábar, protagonizado pelo ator Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez / Amor em Tempos do Cólera).

O longa-metragem conta a história de Ramón Sampedro, um homem que passou 28 anos entrevado em uma cama. Quando jovem, Ramón foi dar um mergulho na praia e fraturou o pescoço, ficando tetraplégico. Ele luta na justiça pelo direito de morrer, já que segundo ele, a situação em que está não é digna, não é vida.
O filme deixa claro que aquela é a posição do personagem, que até respeita quem segue a vida em situação semelhante, mas isso não serve para ele. Bem-humorado, lúcido e inteligente, Ramón tem ajuda da advogada Julia, que sofre de uma doença degenerativa, para lutar na justiça pelo direito de morrer. Mas a justiça nega a ele a possibilidade de morrer amparado pela lei.
Com isso Ramón recebe a ajuda de alguns amigos para realizar seu plano, principalmente de Rosa, uma mulher sofrida que acaba se apaixonando por ele.

O filme é extremamente emotivo, e mesmo sabendo como esses climas são construidos nos filmes, não tem como não ser 'fisgado' pela emoção da história. A questão por traz do ótimo filme é até que ponto temos direito de escolher pela existência ou não em casos extremos como o de Ramón, que via sua vida passar através de uma janela.

O filme tem cenas e enquadramentos belíssimos, graças ao diretor de fotografia Javier Aguirresarobe.

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8.7.08

50 Anos de Bosta Nova

Não, eu não errei o título. É bosta mesmo. Nos sites de música e cultura não se fala em outra coisa além das comemorações de 50 anos de criação da Bossa Nova. Isso encheu.

Eu escrevo em um site sobre música. Não sou músico, não sou teórico, não sou nada. Apenas sempre gostei muito de música e procuro entender e conhecer um pouco. Gosto de muitas coisas distintas - de Walter Franco a My Dying Bride, de Beto Guedes a H.I.M., de Ney Matogrosso a Manowar - mas tem coisas que não suporto mesmo. Isso é normal, claro, todo mundo tem suas preferências.

O que eu nunca suportei na Bossa Nova é essa cara burguesa-bucólica. Não que música deve ser sempre politizada ou 'consciente', seja lá o que isso for. Claro que a distância da Bossa em relação às músicas de protesto dos 60 e 70 pesa nessa minha preferência.

Além do mais, Bossa Nova é Jazz com uma tentativa de popularização. Que, aliás, falhou em tentar levar a música mais elaborada ao povo. Claro que teve a tentativa, como fez o músico Carlos Lyra, de unir a Bossa com o samba do morro, não deu.

E o chato João Gilberto? Como alguém paga pra ouvir aquele cara? O ingresso mais caro para um dos raros shows que ele vai fazer em agosto, no Rio de Janeiro, custa R$ 2.100! Isso já diz tudo. Tudo bem, é verdade que há ingressos de R$ 30,00, mas deve ser atrás de alguma pilastra.

Até o final do ano só vai dar isso nos sites de música: Bossa Nova e o novo piripaque de Amy Winehouse. Um saco!

PS: esqueci de colocar aqui que adoro as poesias do Vinicius de Moraes.

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Sobre o assento reservado

Todo mundo que tem que pegar ônibus para se locomover sabe da tristeza que é a condução em qualquer cidade no horário de pico. Pela manhã, todos indo para o trabalho. À tarde, o povo voltando pra casa, ou indo para a escola. Já faz tempo que eu penso em escrever sobre isso aqui. Não sobre a dureza que é depender de transporte público. Isso não é novidade. O que mais me irrita, é algo que provavelmente vai fazer alguns dos meus seis leitores discordarem de mim.

Toda grande cidade tem leis municipais que garantem aos idosos acesso gratuito aos ônibus, assim como assentos reservados para os maiores de 60 anos. Acho isso muito importante, afinal, infelizmente, muitos idosos dependem apenas do transporte público. O problema é o seguinte: Por que todo velhinho quer andar de ônibus no horário de maior movimentação???

A porra do ônibus já funciona no limite de capacidade, já que o transporte público - em Santo André e na maioria das cidades brasileiras - não dá conta da quantidade de usuários, então por que, POR QUE, a velharada insiste em ir comprar pãozinho na hora do povo voltar do trabalho? Ou ir no bingo torrar a aposentadoria? Ou pega o ônibus, faz um sacrifício pra chegar até o fundo, pra descer dois pontos depois?

E vai você, com menos de 60 anos, sentar-se no banco reservado. Logo vem alguma vovózinha irritada e arrogante dizendo "dá licença que esse assento é meu". Percebam, "é meu". Acho que é necessário ter esses direitos reservados, mas não há paciência que agüente os vovôzinhos empacados no corredor do ônibus.

Não não, não me venha com aquele papo "um dia você também vai ficar velho". O problema não são os velhos, ou o assento, mas as atitudes.

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3.7.08

Pane Geral! É o fim irmãos!!!

Bem-feito! Bem-feito, bem-feito, bem-feito pra você que usa speedy daquela empresa desgraçada. Ok, vou me conter e explicar.

O serviço de internet prestado pela Telefonica, o Speedy, ficou fora do ar ou com severas instabilidades durante toda essa quinta-feira, 03. O problema começou a ser sentido pelos usuário na tarde de quarta, 02, e piorou durante a madrugada. A empresa não tem previsão de quando o serviço será normalizado!

A Telefonica, pra quem esta lendo isso de outro lugar, é a empresa que mantem um monopólio disfarçado de concessão em todo o estado de São Paulo no serviço de telefonia fixa e internet. Orgãos do Governo Estadual, prefeituras, bancos e milhares de residência estão sem o serviço. Legal isso né?

Quem quiser é só procurar na internet que tem várias reportagens a respeito. Abaixo alguns links:

G1 - Globo
Folha de São Paulo

Óbvio que todo serviço tem seus problemas, mas é descarado o quanto a Telefonica abusa da concessão e a Anatel não se manifesta. Eu trabalhei por 10 anos nessa empresa, sei como funciona, pode ter certeza. E não pense que eu sai despedido e por isso tenho esse ódio todo. Eu sai porque pedi as contas e fui procurar algo na área em que eu estou estudando.

Lei do cão lá dentro e o usuário que se foda!

Ou então isso tudo não é culpa da empresa, mas sim um sinal do fim dos tempos. Pode ser isso irmão, pode ser que o tal Hercolubus, o planeta vermelho, esteja chegando para destruir a Terra.

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27.6.08

Minha Vida Rock n' Roll - II


Olhando este quadro resolvi fazer um paralelo com a minha vida Rock n' Roll. Falta do que fazer, claro. Então vou enumerar ositens em relação aos quadrinhos.

1-Eu penteio o cabelo, mas realmente faz uns meses que parece que não passo um pente. É feio mesmo.
2-Nunca vomitei em cima de ninguém. Mas, em determinados momentos, a pressão sobe e uma veia vagabunda do nariz se rompe. Pois é, já aconteceu de eu estar 'ali, lá mesmo', e meu nariz começou a jorrar sangue. Sexo pra invejar vampiro.
3-Eu gosto de Caetano. Não acho ele tudo isso que a maioria acha, e hoje em dia ele é só um velho chato pra cacete, mas gosto do material dos 60/70.
4-Cerveja no café da manhã? Ué, o que tem de errado nisso, não entendi.
5-Elvis? Taí, eu não gosto de Elvis Presley. Não gosto, acho chato.
6-Roupa preta na praia? É, confesso que já fiz dessas.
7-Não fico na frente do espelho, tenho problemas com ele. E me visto mal porque não tenho grana pra comprar roupa.
8-Não, não durmo com óculos escuros.
9-Não tenho tatuagem.
10-Nunca tive muita espinha, nem fui nojento ao ponto de melecar a cara.
11-Hein? Namorada?
12-Guitarra no peito é coisa de tocador de viola caipira.
13-Hein? Namorada II?
14-Isso é nojeira. Eu troco minha escova de dentes a cada 5 anos, tô dentro do prazo.

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23.6.08

Não sofra mais!


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Na vitrola The Dance of the Little Ones - Tuatha de Danann

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22.6.08

Sado-Masô de 1ª

Depois de alguns meses de namoro ela resolveu propor algumas coisinhas diferentes para o namorado. Ainda com certa timidez, contou o que viu em alguns sites da internet, além de algumas dicas de amigas. Procurou em sex shops alguns apetrechos para usar nos momentos de intimidade do casal.

Tentou várias vezes entrar em uma dessas lojas, mas a vergonha fazia com que ela passasse reto e disfarçasse ao olhar para a vitrine. Depois de algumas tentativas, conseguiu entrar na loja e comprar o que queria.

Marinheira de primeira viagem, ela comprou alguns itens básicos. Óleo para massagem, venda para os olhos, um tipo de pulseira para prender os pulsos. A algema estava muito cara. Na noite combinada, foram os dois, eufóricos, para o motel.

A brincadeira começou. Ela estava com os punhos presos e os braços para trás. A escuridão se fez quando ele vedou seus olhos. O ligeiro incomodo com os braços a excitava. Assim como a impossibilidade de ver e de saber qual seria o próximo passo. Sentiu o outro corpo pesando sobre o seu.

Ele a olhava e ficava mais excitado por vê-la daquele jeito, dominada. A beijava enquanto penetrava em seu sexo. Percebeu que ela queria dizer algo, mas a excitação não o deixava parar. Quando finalmente parou de beijá-la, ouviu a frase que marcaria a noite:

- Sai de cima de mim que você tá quebrando meu braço, porra!

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Na vitrola Beatrix - Cocteau Twins

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16.6.08

Le Vernissage II




Bel sendo entrevistada pela Thaína.

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11.6.08

Sexto Elemento

Agora não são mais cinco visitantes, são seis, tem a Mariah também ;-)
Beijo pra você!

Le Vernissage

Hoje vou participar de uma vernissage, palavra francesa que na verdade significa envernizar algo, mas no caso é a inauguração de uma mostra fotográfica em Diadema, cidade que eu não gostava até três meses atrás. Agora gosto porque é lá que estou fazendo uns cursos muito bacanas e gratuitos! Mas então, a vernissage é das obras do pessoal desses cursos, com isso terá duas fotinhos minhas na exposição.

É simples, e até tosco, me arrisco a dizer sem querer desmerecer a situação, mas já é algo e tudo tem um começo. Depois coloco umas fotos da estréia da exposição aqui para vocês cinco que me visitam verem.

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Na vitrola Holocaust - Placebo

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31.5.08

Solo Sagrado

video

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23.5.08

"Andando nas ruas do centro...

...cruzando o Viaduto do Chá, eis que me vejo cercado: trombadinhas querendo me assaltar!" (Joelho de Porco).

Nesta quinta-feira, 22, fomos atrás de uma imagem bacana para concorrer em um concurso de fotografia que tem como tema o centro de São Paulo. A foto que merece ser inscrita no concurso não apareceu, mas algumas outras surgiram.

Particularmente, gostei muito de ter conhecido a Igreja de Santa Ifigênia, aquela no início da rua de mesmo nome, ali perto da Galeria do Rock, que está sempre fechada. A igreja é muito bonita, escura, com aquele ar pesado com cheiro de incenso, vela e mofo. Mas o que me chamou mais a atenção foi o orgão que há na igreja. Segundo um senhor que toma conta do local nos horários que não há missa, o instrumento funciona e é utilizado nas cerimônias. Preciso assistir uma delas!

Outro 'achado' muito bacana foi a visita à Caixa Cultural, prédio da Caixa Econômica onde são realizadas exposições e outras atividades artísticas. Há quatro exposições fotográficas no local. A primeira, "Serra da Canastra", traz imagens de Adriano Gambarini realizadas na região de mesmo nome, no sul de Minas Gerais. Além de paisagens lindas, o fotográfo registrou imagens de festas da região e de personagens.

A outra exposição é "Paisagens", de Maurício Simonetti. São painéis com fotografias belíssimas que parecem aquarelas de tão suaves. Algumas fotos transmitem uma sensação de leveza incrível.

Uma terceira exposição traz fotos da década de 1930, quase todas do ano de 1934, de Pierre Verger. São fotos de japoneses em viagens marítimas e cenas do dia-a-dia do país naquela época. A quarta exposição tem ligação com esta, pois traz cenas do Japão na década de 1990. É curioso perceber a mudança nos hábitos e até mesmo nas fisionomias das pessoas nesses 60 anos que separam uma série de fotos da outra. Essa quarta exposição tem fotos de Bernard Descamps e Bertrand Desprez.

O melhor de tudo é que a visitação é gratuíta. Dêem uma olhada em www.caixacultural.com.br.

*
Sempre que eu saio com a máquina, o que me chama atenção são as pessoas que de certo modo se fundem na paisagem de tal modo que passam despercebidas, como essas abaixo:




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20.5.08

Tô lá!


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17.5.08

- Sabe o que eu mais sinto falta?
- Sei. É do meu beijo!
- Não. Eu adorei seus beijos, mas não é isso.
- Ah então são dos meus olhos? Você sempre falou dos meus olhos.
- Quase. Seus olhos são lindos, mas o que eu sinto falta é do seu olhar.

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Na vitrola As Rosas Não Falam - Cartola

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15.5.08

The Show Must Go On

Quando uma pessoa próxima morre é normal e compreensível que a gente sinta pesar e tristeza, mas quando é alguém que não conhecemos, geralmente aquilo não nos abala. Nesta quarta-feira morreu uma pessoa que eu tive o prazer de conhecer, mas infelizmente não pude construir uma amizade.

Hoje, 14/05, morreu um dos maiores guitarristas que o Brasil já teve, Wander Taffo. Para quem não conhece, basta dizer que o músico já fez parte de bandas importantíssimas do cenário musical nacional como Made in Brazil, Secos & Molhados, Joelho de Porco, Gang 90 e Rádio Taxi. Além disso, Wander tocou em discos ou em turnê de Cássia Eller, Guilherme Arantes, Marina e vários outros artistas.

Conheci o Wander por causa do meu emprego, o Território da Música. O site é ligado à EM&T (Escola de Música e Tecnologia). A escola nasceu pequena e hoje é a maior escola de música da América Latina, com vários prêmios internacionais e com professores do nível de Kiko Müller (vocal do Golpe de Estado) e Edu Ardanuy (guitarrista do Dr. Sin).

Nas poucas vezes que tive contato com ele, Wander se mostrou extremamente humilde, não tinha a pose de ‘rock star’, apesar de ser realmente isso. Quem gosta e conhece um pouco de música sabe o tamanho do talento e da perda que essa fatalidade traz. Prematura aliás.

Quem ler isso pode achar que estou fazendo média ou forçando a situação, mas não tenho motivo pra isso. Wander era um cara cativante.

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4.5.08

Domingo de Sol

Domingo. Feriado prolongado. Lindo céu azul, claro e límpido. Vento frio que eu adoro. Um lindo dia para ir ao parque, ou à praia! Quem sabe um passeio de bicicleta? Churrasco? Um jogo de futebol com os amigos (que eu odeio. O jogo, não os amigos.)!? Um sorvete?! Pois é, lindo dia para fazer isso e outras coisas, mas o que eu fiz nesse domingo lindo? Fui ao cemitério.

Não. Ninguém morreu, pelo menos ninguém que eu conheça, apesar que tinha velório lá. Mas eu e a Bel fomos praticar uma de nossas atividades preferidas no velho e belo cemitério do Araçá, em São Paulo.

Há peças realmente muito bonitas por lá. Anjos, mausoléus, gatos, muitos gatos abandonados que dormem nos túmulos, e alguns góticos-emos homos. Abaixo uma das fotos do local. Em breve as fotos estarão no meu site e as da Bel também estarão na internet, no site dela, claro.

1.5.08

"Perdão...


...pelo coração que eu desenhei em você com o nome do meu amor".

As Árvores - Arnaldo Antunes e Jorge Ben Jor

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28.4.08

Globo e você. Tudo a Ver!

Domingo, 27 de abril. Enquanto eu saia do show do Arnaldo Antunes na Virada Cultural (em breve fotos e comentários), vi essa cena que pode ter um significado forte. Um homem, aparentemente morador de rua, encostado no carro de reportagens da maior empresa de comunicação do país. Se pensarmos o quanto a tal empresa influência em todos os aspectos da vida social do Brasil essa imagem pode ganhar um significado mais forte.

O personagem é mais uma das muitas pessoas que passavam quase despercebidas nas esquinas e praças do centro de São Paulo enquanto a cidade se divertia.

Quando vi a imagem só uma frase me passou na cabeça: "Globo e você, tudo a ver!"

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25.4.08

Me Gustán las Muchachas Putanas - Mario Bortolotto

video

Achei esse vídeo no Ma Passion Rouge da Gabriela, que eu gosto muito de ler. Até já comentei sobre o modo que ela escreve com minha parceira Jô. Gabriela, somos seus fãs.

O vídeo é do dramaturgo, ator e putanheiro Mario Bortolotto. Muito louco. E eu sou mesmo um ignorante por não conhecer esses caras.

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Na vitrola Baby, I'm Gonna Leave You - Led Zeppelin

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23.4.08

Elas dão o show

Como fiquei um pouco ausente devido aos trabalhos e coisas mais, nem comentei sobre os recentes shows que cobri. Então abaixo tem algumas fotos dos shows recentes.

Paula Toller: SESC Santo André, 12/04/08.
Nunca fui fã do Kid Abelha, menos ainda da Paula. Mas gostei do último disco solo dela, por isso propus a cobertura desse show. É muito água-com-açúcar pro meu gosto, mas valeu pela experiência. Ah, um comentário machista e babaca é necessário: como ela é gostosa!
Within Temptation: Espaço Lux, São Bernardo do Campo, 13/04/08.
Agora sim pisando em terreno que eu conheço bem. Conheci o WT logo que lançaram o primeiro álbum, em 1997, e desde então gosto muito do grupo, apesar do último disco estar muito comercial, bem parecido com o Evanescence. O show foi muito bom, o local estava lotado e eu conversei com gente que tinha vindo de SC, MG, RJ e até da Bahia! O público estava muito animado e era visível a alegria da vocalista Sharon den Adel.

A abertura do WT foi feita por uma banda do Rio muito bacana, Hydria. Também com uma vocalista e além disso com uma bela guitarrista. Desde que eu cobri um show da Pitty eu entendo cada vez mais esse lance de 'groupie'...

Lindo não?! Ou melhor, lindas não? Todas elas!

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Na vitrola La Mariposa - Los Laikas & Marili Machado

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"Vozes Inocentes"

Quando se pensa em filme de guerra, provavelmente vem à mente algum filminho norte-americano em que um super-soldado-herói salva a pátria e os companheiros, livrando o país e o mundo dos homens maus.
A visão dos filmes sempre é dada pelos homens adultos e raramente a visão de uma mulher ou de uma criança é retratada. Em "Vozes Inocentes" o diretor Luis Mandoki conta a impressionante e triste história do garoto Chava, 11 anos, que vive entre o desespero e a tensão da guerra civil que devastou El Salvador nos anos 80.
O impressionante da história é o fato de ter sido baseada na vida de Oscar Orlando Torres, roteirista do filme que aos 12 anos foi levado aos Estados Unidos para escapar da guerra. O longa se passa entre as sujas e pobres favelas de El Salvador, iguais aquelas que vemos aqui mesmo, do nosso lado. Chava, interpretado pelo garoto Carlos Padilla, vê seus amigos serem levados pelo exército para se tornarem soldados assassinos.
Todos os garotos quando completavam 12 anos eram levados pelo exército para se incorporarem aos pelotões. Chava e alguns amigos resolvem se unir à guerrilha da qual fazia parte seu tio, mas a tentativa de se mostrar contra a selvageria pela qual passava seu povo foi infrutífera.
O filme traz momentos de ternura em família e até do primeiro amor entre o pequeno Chava e Cristina Maria (Xuna Primus), a filha da professora, mesclado com bombardeiros, morte e medo.
"Vozes Inocentes" é um filme forte por ter o cheiro da verdade e do medo também.
***
Assisti esse filme nesta segunda-feira, 21, gratuitamente no SESI Santo André. O povo reclama que não tem o que fazer, mas é só procurar, porque atividades sempre têm.

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18.4.08

Só tirando o pó

Olá, como vai, tudo bem (imitar o modo anasalado de falar do Paulo Henrique Amorim)? Só vim aqui para tirar o pó e responder um jogo que me passaram. Dona Bel, excelentíssima Professora (com "P" maiúsculo) de história, que me convidou a contar quais são as oito coisas que eu gostaria de fazer antes do meu dia derradeiro. Questão difícil. Primeiro porque geralmente não pensamos muito na nossa própria morte. O meu problema é pensar demais na vida.

Mas então vou entrar na brincadeira e pensar em oito coisas que eu gostaria de fazer:

1 - Acompanhar em turnê, como fotógrafo oficial, alguma banda que eu goste muito. Já pensou eu fazendo um 'tour book' do Heaven and Hell? Milhares de fotos do Tony Iommi e do Dio, tomar umas com eles e aproveitar tudo que uma grande banda em turnê tem de bom (leia-se dinheiro, drogas, álcool e aquela outra coisa, como chama mesmo? Séquiço, acho que é isso). Já que eu sou frustrado como músico, quem sabe assim dá.

2 - Viajar, na base do mochilão, pela América Latina e Europa. De preferência sem passar naqueles lugares que todo mundo passa. Balada alternativa, lugares loucos, sem badalação, com poucos turistas perdidos.

3 - Mochilão Parte 2: uns meses pra conhecer as melhores, mais perservadas e desertas praias do país. Sim, do nosso.

4 - Morar um tempo na Europa. Alemanha é uma boa.

5 - Conseguir ler o maior número possível de livros e lembrar de todos.

6 - Ter uma promissora carreira como fotógrafo, montar um estúdio, ganhar dinheiro e trabalhar pouco.

7 - Falar fluentemente inglês, alemão e francês.

8 - Conseguir fazer tudo isso antes do fim.

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Na vitrola The Shining - Black Sabbath

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9.4.08

Rolling Stones - Shine a Light

Faltou Brilho
Estreou nos cinemas brasileiros na última sexta-feira, 04, o tão comentado documentário “Shine a Light”, sobre os Rolling Stones. Dirigido por Martin Scorsese, o filme traz uma apresentação do lendário grupo inglês no Beacon Theatre, em Nova York, gravado em 2006, durante a turnê “A Bigger Band”.

Logo no início do filme são mostrados pequenos desentendimentos entre o diretor do longa-metragem e os integrantes do grupo. Primeiro é Mick Jagger que questiona e reclama sobre o palco, depois é Scorsese quase desesperado tentando conseguir do grupo a lista com o repertório das apresentações, para que seja feita a marcação das câmeras. A lista só aparece na mão do diretor momentos antes do grupo subir ao palco.

Após uma apresentação feita pelo ex-presidente Bill Clinton, os Stones começam o show com o clássico “Jumpin’ Jack Flash” e na tentativa de dar a sensação de movimento ao vídeo, Scorsese escolhe os cortes rápidos de câmera, o que mal deixa o espectador ‘perceber’ a cena. Esse tipo de recurso é muito usado em diversos DVDs de shows e sempre cansa.

Conforme o show vai se desenvolvendo os enquadramentos também mudam. Dos quadros fechados e cortes rápidos para planos mais abertos e cortes lentos, o que proporciona maior possibilidade de perceber os detalhes da imagem, do local e dos próprios músicos.

Jack White, vocalista e guitarrista do grupo White Stripes, é o primeiro convidado a subir ao palco. Com a expressão de criança feliz que ganhou presente do Papai Noel, White canta e toca violão com o grupo em “Loving Cup”. E o músico não fez feio. O segundo convidado é o guitarrista ícone do Blues Buddy Guy. Junto com os Stones, Buddy toca “Champagne & Reefer”, clássico de Muddy Waters. Ao final da música Keith Richards lhe dá de presente a guitarra que estava usando.

A terceira participação especial pode deixar alguns fãs desconfiados. Trata-se da cantora Christina Aguilera. Que a cantora tem uma voz forte, isso é verdade, mas sua participação em “Live With Me” é descartável. Parece que Jagger gostou, se levarmos em conta a esfregada que ele dá na cantora...

Algumas músicas que estão na trilha sonora de “Shine a Light” infelizmente não estão no filme. É o caso de “I’m Free” e “Paint it Black”. Eles poderiam ter tirado a cansativa “(I Can’t Get No) Satisfaction”. Mas há ótimas músicas no repertório que fogem dos ‘hits’ padrões. Antes de começarem a bela “As Tears Go By”, Jagger conta que fizeram a música há muito tempo e logo após comporem a canção tiveram vergonha dela, deixando-a na gaveta por um tempo.

Richards assume o microfone em duas canções, “You Got the Silver” e “Connection”. Felizmente durante a segunda música há inserções de entrevistas cortando a apresentação, já que como cantor, Richards é um ótimo... fumante. Aliás, assistindo ao vídeo dá pra ver quem realmente é ‘O’ guitarrista dos Rolling Stones. Richards pode ser um grande compositor, mas no palco, ao vivo, Ron Wood rouba a cena, mesmo com menos holofotes sobre ele.

Apesar de ser chamado e divulgado como documentário, não há quase nada que possa qualificar “Shine a Light” assim. De entrevistas há apenas alguns trechos curtos, de material muito antigo, do inicio do grupo e dos anos 70. Entrevistas recentes ou cenas dos integrantes nos bastidores, praticamente nenhum, fora o que é mostrado logo no início. É um bom filme para quem gosta de Stones e se interessa por música, mas poderia ter sido muito melhor.

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17.3.08

Sábio signo

- Oi gato!
- Oi, já te disse que detesto que você me chame assim.
- Por que gato? Sabe que é carinhoso.
- Porque não sou gato e me parece muito falso o jeito que você diz isso.
- Gato, eu tava lendo uns textos sobre signos e vi o seu. Fiquei um pouco preocupada.
- Por quê? Ta falando que eu vou morrer logo?
- Não gato, é que tá dizendo que homens do seu signo só buscam relacionamentos casuais e não gostam de se sentirem pressionados.
- Eu não acredito nessas coisas de signos. E você sabe que eu não sou assim.
- É, eu sei gato. Viu, eu tava pensando, a gente podia ir no sábado na casa da sua mãe, né?
- Minha mãe?! Pra quê?
- Ah, eu queria conhecê-la, não seria uma boa?
- Uhm, nesse sábado minha mãe não vai estar na casa dela.
- Ah que pena, nunca dá certo né? Então vamos fazer o contrário, vou te levar pra conhecer meus pais. Eu ligo pra minha mãe e peço pra ela fazer um almoço...
- No sábado? Puxa não vai dar. É que justo no sábado eu vou ter que levar minha mãe no médico. Aliás, acho que nem vai dar pra gente se ver à noite. Mas eu te ligo no domingo, ta bom?!
- Ah gato, que ruim isso... mas tá bom, né.
- E por favor, não me chame de gato.

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13.3.08

Momento Tietagem

Sabe o Nenhum de Nós? É, aquela banda daquela música que durante alguns anos ninguém aguentava mais ouvir, "Camila, Camila". Então, eu fui em uma apresentação deles na FNAC nesta quarta, 12, e foi bem legal. Me lembrou minhas primeiras baladinhas, com uns 13 anos ou algo assim, quando era quase obrigatório tocar "Astronauta de Mármore" e a tal "Camila, Camila", nas festas de garagem e encontros regados a vinho barato e esfirras.

Ai embaixo é o Thedy, vocalista, e o Sady, baterista. Os caras são simpáticos com o público. Depois do show ainda rolou uma sessão de autógrafos e fotos. Esse aí no meio com cabelo estranho sou eu, pra quem não sabe.

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Parque de diversões

Isso sim é jornalismo como prestação de serviço!



Amsterdã, capital e maior cidade da Holanda. País bonito, limpo - dizem - e civilizado - mais que aqui, com certeza. Tão civilizado que a partir de setembro deste ano a prática de atos sexuais no parque Vondelpark, uma espécie de Ibirapuera da Holanda, estará liberada. Sim, sim. As pessoas poderão dar uma trepadinha sem se preocupar com o guarda e sua ronda pelos arbustos do local.

A medida faz parte do novo conjunto de regras sobre condutas públicas, mas não pense que é tudo 'oba-oba'. Existem regras que devem ser cumpridas, como não?! As duas principais dizem que continua proibido a prática sexual perto de parques ou áreas infatis. Ou seja, nada de brincar de médico perto das lindas criancinhas holandesas.

Outra metida ops, medida importante é a conscientização dos frequentadores para que não deixem camisinhas usadas jogadas nas dependências dos parques. Imagina você, domingão lindo de sol com aquele típico friozinho europeu, você vai dar uma voltinha no parque, deita na grama e... sai com uma camisinha melada grudada no cabelo. Realmente, é um pouco desagradável. Principalmente se não foi você quem usou a camisinha.

Mas existe um problema sério que não foi abordado. Quem vai até o parque para fazer essas brincadeirinhas, justamente vai pelo tesão de se estar no parque, com pessoas próximas, com a possibilidade de ser pego com a boca na botija, ou em qualquer outro lugar. Com a liberação isso tudo perde um pouco de graça, essa adrenalina deve diminuir.

Fico imaginando essa liberação na terra brasilis.

PS: isso é tudo verdade, procure a reportagem na internet!

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Na vitrola Karmacoma - Massive Attack

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8.3.08

Tópico Top

Trinta e cinco pessoas entraram no Sanctuarium em dois dias procurando pela maravilhosa reportagem da Folha Universal sobre os emaconhados fãs de Iron Maiden que cultuam o Tinhoso. Este é o Tópico Top do Sanctuarium.

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6.3.08

Pegação pós-aula

Daqui de onde eu trabalho, de onde eu vivo, e de onde eu escrevo esse texto, eu tenho uma boa visão da rua. Já comentei isso. Pois então, há alguns dias, por volta das 11h47, um casalzinho pára bem do outro lado da rua para uma breve sessão pegação.

Hoje não resisti e documentei o ato. Isso me fez pensar que eu sou um voyeur decadente. Mas não importa, quem manda o casalzinho de 15 anos ficar na minha janela se catracando?! Pior não é isso, é que tem duas amigas da menina que ficam de plantão ao lado do casal enquanto os dois se divertem.

Pior que hoje, depois que tirei a foto, acho que uma das leoas-de-chácara me viu com a arma na mão. A máquina, claro. Tô me sentindo o Banderas em Femme Fatale... que viagem.

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Na vitrola Sem Você Não Viverei - Ovelha (quer música mais romântica que essa? Uoouuu uoou iei ieiiiii, sem você não viverei...).

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Boa vizinhança

Tchããnnss... A enigmática J.S., do Ópio, me presenteou com os selos abaixo:

"Por isso eu tomo ópio. És um remédio. Sou um convalescente do Momento. Moro no rés do chão do Pensamento, e ver passar a vida faz-me tédio..."
* Álvaro de Campos / Fernando Pessoa - Opiário *
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Na vitrola Skeletons of Society - Slayer

5.3.08

Juventude Perdida

Perdidos. Emaconhados. Adoradores do Cramulhão (faz tempo que não uso essa palavra!). Bebados. Gritando como se estivessem invocando o Demônio. Sim, sim, era assim que deviam estar as mais de 37 mil pessoas que estiveram no show do Iron Maiden no último domingo, em São Paulo.

Eu, como não me misturo com essa gentalha (genitalha?), mais uma vez me mantive livre do poder do mal e de sua horda infernal. O que eu posso dizer para as pessoas que estavam lá?! PUTA INVEJA DE VOCÊS!!! É a vida.

Mas eu comecei a escrever aqui só para mostrar algo que a Liz me passou hoje. Uma capa do periódico Folha Universal, editado vocês sabem bem por quem, falando sobre as almas perdidas que agitam o ingresso para o show do Maiden e gritavam impropérios e saudações ao Coisa Ruim.

O mais bizarro das bizarrices é a foto do Steve Harris segurando um retrato do safado bispo macedo (em caixa baixa mesmo).

POR FAVOR, eu peço encarecidamente, se você, caro(a) colega que está lendo isso agora tiver um exemplar desse jornal, me empreste, doe, venda. Faça isso, passe a palavra da igreja adiante e você se sentira uma pessoa muito, muito melhor.

Amém.

PS: lindo mesmo é a legenda da foto: "Totalmente emaconhados os jovens gritavam 'Maiden, Maiden' e comemoravam a aquisição do ingresso para o culto ao Tinhoso!"
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Na vitrola The Evil That Men Do - Iron Maiden

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28.2.08

Óóóóó que simpático isso hein: O Fotógrafo.

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Na vitrola La Salva de Profundis - Arcana

27.2.08

Fotos, fotos & fotos

Pessoas,
O último final de semana foi animado, show do Zeca Baleiro, Destroyer (Kiss Cover) e Deep Purple!

No endereço http://www.edufotos.multiply.com/ vocês podem conferir essas e outras fotos, ok!? Entrem e comentem, falem mal, xinguem e deixem um real. Obrigado!

Por falar em fotos e Deep Purple, me lembrei agora de uma música linda do ex-tecladista do DP, Jon Lord, lançada há dez anos e que eu pedi para trazerem da Inglaterra, já que aqui não achava mesmo. Vou por a letra aqui e se você gosta de boa música, faça o favor a você mesmo e procure. Ou me peça que eu passo ;-)

"Here be friends, Here be heroes...
Here be sunshine, Here be grey...
Here be life, Here love lies bleeding...
Memories so hazy, And dreams that drove me crazy

Here be down, Here be paradise...
Here be starbright, Here be pain...
Here be smiles in eyes like rainbows...
My father and my mother, My sisters and my brother
Pictured within

Where there're shadows ill met by moonlight...
There are dragons I have slain...
And here be bright eyes with hair so golden...
Sunrise and sunset and running free...
And laughing at the rain

Here be home, Here be travellin'...
Here be thunder, Here be blue...
And sometimes heaven and thoughts of wonder...
The miracle of children, A poet and a pilgrim

Kith and kin - pictured within
Lose and win - pictured within"

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Na vitrola Pictured Within - Deep Purple & Orchestra (versão ao vivo)

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